” Para uma amiga”

Claudia - 1987--2009

Claudia - 1987--2009

Partiste em silêncio…em paz, e eu aqui fiquei :(

Li as tuas palavras…

Aqui fica um bocadinho:

“A morte é terna, amiga. É o sopro que alivia a dor eterna. Dói em ti, mas não dói emmim. Isso não te alivia? Limpa a tua alma da dor, como quem lava um chão de muito tempo. Perfuma os cantos da sala com a saudade que é mansa e que é boa, fecha o livro neste capítulo, mas  não chores por mim. Tanta vida, tanta vida! Não há sofrimento sem matéria que a suporte. Não há dor na morte, senão a que a tua própria opinião força. A agonia é da vida – bem sabes disso – e não da morte. A morte é doce, amiga, como um final de peça, como o cair do pano, como o fechar da porta. É depor as armas, é o final da luta, é o tratado de paz.
A razão diz, mas o coração teima. Que seja. Não cedas ao canto de sereia  da saudade. Deixa que a dor por si só se iluda e, se sentires a tentação do luto, lembra-te: eu hasteei a bandeira branca.”

E assim caíu o pano preto…fechou-se um palco de vida…mais uma estrela brilha no céu!

2 Respostas para “” Para uma amiga””

  1. Ana Liberato Diz:

    A Vida…

    Beijinho bem grande*

  2. E hoje, talvez isto não te faça sentido porque a tua dor supera as palavras meigas de quem partiu, mas eu sei que ainda vais sentir essa estrela em muitos dos caminhos da tua vida… Eu sinto todos os dias da minha vida a minha irmã comigo… e isso é o mais importante. Força…

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